Na cidade de Visconde de Rio Branco cultivei muitas amizades e também tenho admiração por muita gente, como diz meu amigo Carlos Alberto Bertelli, gente do século passado.
Parece incrível, mas um número enorme de pessoas são do século XX, alguns poucos do início e outros tantos do meio para o final.
Sempre quando nos encontramos é certeiro que recordações surjam, as boas e as ruíns.
Tempos de dificuldades sociais passamos por muitas, mas também coisas mágicas tiveram.
Serenatas, namoros na praça, cinema, bailes, grupos de jovens, rebeldias...
Não posso dizer que o século que passou foi melhor ou pior do que este que vivemos, mas digo que foi onde nossa juventude aconteceu e aí o frescor vem no coração e na memória como forma de saudades.
Acho que somos teimosos nessa querência da eternidade, de poder suspirar olhando pela janela os nossos passados.
Talvez isso venha, claro, das poesias e pensamentos produzidos de grandes figuras e de gente simples do povo, momentos de intensa fertilidade mental.
Por fim podemos dizer que somos uma geração de um imenso privilégio, vivemos em dois séculos.
E a nossa legião meio urbana e rural tem o orgulho de cantar com Renato Russo:
Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.
Aldeir Ferraz
domingo, 22 de março de 2020
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